Procurar

É preciso compreender que possam coexistir pacificamente várias perspetivas da realidade. Aceitar que cada um busca e conduz a sua própria verdade de acordo com o que acredita e que para si faz sentido.

Ter disponibilidade mental para aprender, reconhecendo que nunca se é detentor da verdade nem de todo conhecimento.

Reconhecer nos outros a sua mestria nas mais variadas áreas, dispondo-se a aprender sempre.

Entender-se como eterno aluno da vida que se vai cruzando com diversos mestres ao longo do caminho.

Sem julgamentos, comparações ou juízos de valor.

Olhar constantemente o mundo com novos olhos, como se fosse sempre a primeira vez. Como se caminhasse com uma criança pela mão que observa fascinada as maravilhas que a rodeiam. Aceitar as situações do dia a dia procurando soluções para melhor as ultrapassar, sem se perder pelos caminhos da culpa e vitimização.

Consegues imaginar uma mente assim?

Uma mente aberta é aquela que se liberta de velhos hábitos, crenças, pré-conceitos (preconceitos), isto é, de ideias concebidas em situações anteriores e que se tendem a aplicar em ocasiões semelhantes e que acabam por limitar os resultados das experiências futuras que poderiam nada ter nada a ver com as anteriores. São padrões de comportamento que é preciso quebrar por se revelarem limitadores e opressores da nossa realização.

É como se resolvêssemos sair sempre com um grande casaco de casa, bem acolchoado e quentinho porque certo dia apanhamos um frio de rachar que resultou numa valente gripe. Adoptamos assim, este comportamento, ou seja, esta crença de que se levarmos sempre um casacão estará sempre tudo bem. No entanto, esquecemo-nos de que estamos a deixar de lado uma série de variáveis que têm de ser analisadas caso a caso para que possamos melhor ajustar o nosso comportamento, nomeadamente, se está sol e calor, sé é um dia de chuva em que está menos frio e um impermeável seria mais adequado, etc.

Criamos um conceito precedente de qualquer outra situação que é o de levar sempre um casacão, e consequentemente, o preconceito de que se não o levarmos não estaremos suficientemente protegidos do frio ou que alguma coisa pode correr mal.

Uma mente aberta é aquela que olha para a frente, que caminha reconhecendo o sentido da marcha. De pazes feitas com o passado, pois sabe que fez o melhor que podia com o conhecimento e com os recursos que tinha até então (sejam recursos emocionais, financeiros, naturais, etc.), libertando-se de tudo o que para si já não faça sentido e só a impeça de prosseguir. É leve e descomplicada.

Olha para a frente sem criar expectativas, sem reduzir o futuro a 2 ou 3 resultados possíveis e aceitáveis.

Abre-se ao inesperado, prepara-se para o que aí vem confiando, sabendo que tem em si e no mundo todas as ferramentas necessárias.

Não se agarra a este ou aquele caminho, estando disposta a desvendar e aceitar o seu e tudo aquilo que a vida lhe traz, reconhecendo-o como bênçãos.

Reconhece o seu percurso e respeita o dos outros, só cada um sabe e sente a importância e o impacto que cada situação tem para si.

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