Procurar

Com o objectivo de superar os pensamentos restritivos das nossas escolhas e promovendo a alteração da nossa construção mental condicionante do nosso comportamento em relação ao dinheiro, é importante estabelecer objectivos.  Seja fazer uma viagem, comprar uma casa, um carro, realizar qualquer tipo de sonho, abrir uma empresa, conquistar a sua independência financeira ou o que faça mais sentido para cada um de nós. E, após esta projecção pessoal para o futuro que ambicionado, regressar ao presente e analisar que passos é preciso dar hoje para iniciar a caminhada em direcção à meta pretendida.

Isto significa, na práctica, desde coisas mais simples até coisas mais complexas como, por exemplo, procurar informação, estudar e analisar o assunto, procurar alternativas, ferramentas e soluções, alterar hábitos, fazer escolhas, tomar decisões e agir.

Deste modo podemos criar a nossa estratégia para alcançar os objectivos a que nos propomos.

O simples acto de pegar numa folha e colocar aquilo que se ganha seguido de uma descrição detalhada daquilo onde se gasta, permite-nos aperceber-nos de para onde vai o nosso dinheiro e, assim, tomarmos decisões mais adequadas e conscientes.

Assim, a criação do nosso mapa financeiro, permite-nos ajustar os gastos, uma vez que, passamos a ter a clara noção do que gera mais despesa no nosso orçamento, permitindo-nos tomar medidas para alterar essa situação.

Algumas vezes, a solução pode passar por exemplo:

  • por optar por produtos de marca branca, se a maior fatia de despesa for em supermercado;
  • cancelar ou alterar serviços que não necessitamos (tarifários móveis, canais de TV por cabo, velocidade de internet, etc.);
  • renegociar dívidas;
  • alterar seguros;
  • ou até mudar de banco.

Somos responsáveis pelo equilíbrio e saúde deste sector da nossa vida, pois ele irá repercutir-se em todas as áreas que nos compreendem enquanto seres humanos. O nosso bem-estar físico, emocional e espiritual coaduna-se com a efectiva gestão dos recursos que nos rodeiam, sejam eles, recursos naturais, económicos, emocionais ou psicológicos.

Tendo em vista a manutenção equilibrada das nossas finanças pessoais, promovendo a sua gestão saudável e positiva é útil e importante:

  1. Poupar pelo menos 10% do rendimento. Isto significa que, em 22 dias úteis de trabalho, os 2 primeiros dias são para a poupança e os outros 20 são para as despesas.
  2. Retirar estes 10% para uma conta poupança ou uma conta à parte.
  3. Criar um fundo de emergência, isto é, juntar dinheiro para uma eventualidade, seja uma situação de saúde, de desemprego, etc. Sendo que, idealmente esta almofada financeira deveria cobrir entre 6 meses a 1 ano no caso de deixarmos de trabalhar e, consequentemente, obter rendimento.
  4. Fazer um orçamento para saber exactamente para onde vai o nosso dinheiro. Para sabermos ajustar os nossos hábitos de consumo e saber onde cortar nos gastos. A maior parte das pessoas descobre que estava a gastar dinheiro a mais em sítios que nem faziam ideia. Isto acontece, por exemplo, com os seguros, em que, após o parto não se altera o seguro para cancelar a cobertura de gravidez e parto, continuando a pagar algo de que já não se necessita. Ter um orçamento permite-nos fazer o nosso check-up financeiro, dando-nos informação relativa não só, ao montante disponível, mas principalmente, sobre o que está a gerar mais despesa.
  5. Aprender a dar valor ao dinheiro. Se, partindo do nosso salário mensal, o dividirmos por horas e analisarmos o tempo que temos de trabalhar para poder comprar determinada coisa, isto dá-nos uma perspectiva realista do esforço e empenho que temos que dispor para a adquirir. Este exercício ajuda-nos a ter consciência do que nos custa não só monetariamente, mas também, fisicamente cada coisa em que investimos o nosso dinheiro e subjacentemente o nosso tempo. Expressar através do número de horas de trabalho aquilo que nos custa adquirir um determinado bem é um exercício bastante útil e que nos fará pensar duas vezes antes de ceder a um impulso consumista.

Assim, como moeda de troca, o dinheiro não é mais do que o fluxo gerado quando nos colocamos ao serviço do outro e da sociedade e, quanto mais verdade, empenho e liberdade criativa colocamos na forma como servimos o mundo, mais abundante será esse fluxo. Contudo, que a mente não se foque apenas no retorno, pois quando o foco é a mera expectativa do que se vai receber em troca, perde-se a parte mais importante do processo, que é o que alimenta a alma e a inspira a continuar a caminhada. O empenho e a convicção diária da utilidade do nosso trabalho é, em si mesmo, parte desse fluxo que nos impele a andar para a frente e que nos permite ver de que novas formas podemos contribuir e fazer a diferença através da nossa existência.

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